segunda-feira, 11 de abril de 2016

Dólar fecha abaixo de R$ 3,50, menor valor em mais de 7 meses
Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira *4) (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)
FOTO: Reuters
O dólar fechou em queda de mais de 2% nesta segunda-feira (11), abaixo de R$ 3,50, na menor cotação desde agosto do ano passado, mesmo após rara atuação tripla do Banco Central para sustentar as cotações, refletindo a euforia do mercado com a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, destaca a agência Reuters.
A moeda norte-americana recuou 2,83%, a R$ 3,4946, menor cotação de fechamento desde 20 de agosto passado (R$ 3,4596) e maior queda diária desde 24 de setembro de 2015 (-3,73%).Veja a cotação do dólar hoje.
A última vez que o dólar tinha fechado abaixo de R$ 3,50 foi no dia 21 de agosto de 2015, quando terminou o pregão a R$ 3,496.
Em apenas duas sessões, a queda acumulada da moeda norte-americana foi de 5,39%. No mês de abril, o dólar acumula queda de 2,83%. No ano, a divisa já recuou 11,5%.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 0,79%, a R$ 3,5681.
Às 9h49, queda de 0,88%, a R$ 3,5647.
Às 9h59, queda de 1,01%, a R$ 3,5569.
Às 10h09, queda de 1,38%, a R$ 3,5467.
Às 10h49, queda de 2,28%, a R$ 3,5145.
Às 12h, queda de 1,768%, a R$ 3,5329.
Às 12h50, queda de 2,18%, a R$ 3,5181.

Às 13h50, queda de 2,02% a R$ 3,5237.
Às 14h10, queda de 1,94%, a R$ 3,5266.
Às 14h49, queda de 2,68%, a R$ 3,4998.
Às 16h10, queda de 2,56%, a R$ 3,504.
 
"Parece que o mercado está dando o impeachment quase como uma certeza", disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho. "Pode ser exagero", acrescentou.
O próprio governo prevê que será derrotado na votação na comissão do impeachment na Câmara dos Deputados, que ocorrerá nesta noite, e tem concentrado seus esforços em angariar votos no plenário da casa, destaca a Reuters.
Nesta tarde, o destaque do noticiário político foi a mensagem de áudio do vice-presidente da República Michel Temer, enviada a um grupo de parlamentares do PMDB, por engano segundo sua assessoria, na qual ele fala como se o impeachment contra a presidente já tivesse sido aprovado. No áudio, ele fala da necessidade de união e de reformas.
Levantamentos mostrando que estaria crescendo a adesão dos deputados à campanha pelo afastamento de Dilma têm sido bem recebidos no mercado, que entende que a manobra poderia ajudar a trazer de volta a confiança no Brasil.
O bom humor levou investidores a deixarem de lado pesquisa do Datafolha mostrando redução do apoio popular ao impeachment.
Nos mercados externos, dados sobre a inflação chinesa alimentaram expectativas de que Pequim deve manter seus estímulos monetários, aumentando a demanda por ativos de maior risco. O movimento dava continuidade ao bom humor que prevaleceu na sexta-feira, depois de vários dias de intensa aversão a risco.

Intervenção do BC
Diante da forte queda do dólar sobre o real, o BC intensificou sua atuação no mercado, mas com poucos efeitos.
Após vender apenas 7,7 mil dos 20 mil swaps reversos em leilão na primeira hora da sessão, a autoridade monetária anunciou ainda durante a manhã outra oferta de 12,3 mil contratos, equivalente aos não vendidos na primeira ofeta.
Novamente vendendo parcialmente os contratos, o BC fez um novo leilão de até 7,3 mil contratos na última hora dos negócios.
Com as três ofertas no mesmo dia, algo nada usual, o BC colocou ao todo os 20 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, anunciados no pregão passado.
"Se o mercado forçar o dólar muito para baixo, o BC vai entrar. Não encaro isso como uma sinalização de banda, mas como um ajuste, uma intervenção saudável para corrigir excessos", disse à Reuters o operador da corretora Ativa Arlindo Sá.
No caso dos swaps tradicionais -- que correspondem à venda futura de dólares --, o BC vendeu apenas 4 mil contratos na oferta de até 5,5 mil swaps para rolagem do lote do mês que vem, após vender a oferta integral em todos os leilões de rolagem feitos neste mês.
Com isso, repôs ao todo o equivalente a US$ 1,804 bilhão até agora, ou cerca de 17% do lote total, que corresponde a US$ 10,385 bilhões.
O BC tem reduzido rapidamente nas últimas semanas seu estoque de swaps tradicionais, hoje equivalente a pouco mais de US$ 100 bilhões, que tende a gerar custos para o BC quando o dólar sobe.
GLOBO(G1)

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